10 fatos sobre a segurança do paciente

Ninguém deveria sofrer danos evitáveis nos cuidados em saúde, mas, infelizmente, essa ainda não é uma realidade, o que demanda um engajamento dos Estados em ações efetivas para assegurar a segurança do paciente.

Abaixo, listamos 10 fatos sobre a segurança do paciente segundo a Organização Mundial da Saúde:

Fato 1: Um em cada dez pacientes sofre algum tipo de dano enquanto recebe cuidados hospitalares.

Fato 2: A ocorrência de eventos adversos devido aos cuidados inseguros é provavelmente uma das 10 principais causas de morte e deficiência em todo o mundo.

Fato 3: Quatro em cada dez pacientes sofrem danos nos cuidados de saúde primários e ambulatoriais.

Fato 4: Pelo menos 1 em cada 7 dólares canadenses é gasto no tratamento dos danos causados ao paciente durante o atendimento hospitalar.

Fato 5: O investimento na segurança do paciente pode levar a economias financeiras significativas.

Fato 6: Práticas de medicação inseguras e erros de medicação prejudicam milhões de pacientes e custam bilhões de dólares americanos todos os anos.

Fato 7: O diagnóstico impreciso ou tardio é uma das causas mais comuns de danos ao paciente.

Fato 8: As infecções hospitalares afetam até 10 em cada 100 pacientes hospitalizados.

Fato 9: Mais de um milhão de pacientes morrem anualmente de complicações devido à cirurgia.

Fato 10: A exposição médica à radiação é uma preocupação de saúde pública e de segurança do paciente.

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Dia Mundial da Segurança do Paciente

No dia 17 de setembro, é celebrado o “Dia Mundial da Segurança do Paciente”, tema considerado uma prioridade da saúde global segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) que, nessa data, fez o lançamento de uma campanha enfatizando a segurança dos profissionais de saúde como um pré-requisito para se alcançar a segurança do paciente.

Em consonância, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também lançou uma campanha regional para melhorar a segurança dos profissionais adotando como tema “Segurança do profissional de saúde: uma prioridade para segurança do paciente”; como slogan: “Profissionais de saúde seguros, pacientes seguros”; e como chamado à ação “Defenda a segurança dos profissionais de Saúde”.

Mais informações sobre a campanha e materiais disponíveis para divulgação podem ser acessados aqui.


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Telemedicina e Direitos dos Pacientes

Durante a Pandemia de Covid-19, constatou-se um aumento sem precedentes no uso de serviços de telemedicina como forma de proteger  pacientes e profissionais de saúde da infecção pelo vírus.

Uma pesquisa realizada em abril pela NEJM Catalyst revelou que mais de 80% dos sistemas de saúde dos Estados Unidos estão empregando os serviços de telemedicina de alguma forma. Outra pesquisa, promovida pela Harris Poll, destacou que, neste ano, quase um terço dos americanos já experimentaram os serviços de telemedicina, número bastante elevado se comparado aos  8% do ano anterior.

O termo telemedicina foi cunhado na década de 70 e, embora não exista um conceito definitivo para a prática, a partir de um estudo de 2007 que levantou 104 definições, a OMS passou a adotar a seguinte descrição:

Telemedicina corresponde à prestação de serviços de saúde à distância por profissionais que fazem uso das tecnologias de informação e de comunicação para diagnóstico, para tratamento e prevenção de doenças e lesões, para pesquisa e avaliação, e, ainda, para a educação continuada dos prestadores de cuidados de saúde, visando a promoção da saúde dos indivíduos e suas comunidades. [WHO, Telemedicine: opportunities and developments in Member States: report on the second global survey on eHealth 2009.

A telemedicina é uma abordagem diferente dos cuidados em saúde e, considerando a proeminência do tema, o Observatório Direitos dos Pacientes lançará, neste mês, um documento contendo diretrizes e recomendações para uma telemedicina centrada no respeito aos direitos dos pacientes

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